PREFÁCIO A nossa problemática, aqui, sendo assim, como não poderia deixar de ser, frise-se outra vez: “Está e/ou estará especificamente centrada, colocada, especificada sobre aqueles grupos de indivíduos que, ainda que na condição de excluídas sociais e/ou de considerados pobres: a- Possuem empregos ditos formais e/ou fontes de renda, ou seja, que estão produzindo algum tipo de riqueza seja enquanto assalariados; sejam enquanto profissionais liberais ou autônomos, formando-se estes, enquanto coletividade, o grupo da chamada população ativa. Em outras palavras, a nossa problemática está centrada naquele grupo de indivíduos considerados e/ou classificados como pobres (não miseráveis), que vivem na linda de pobreza (e não abaixo dela), mas que, ainda assim, mesmo tendo acesso à renda (fazendo parte da dita população ativa, contribuindo para a produção do PIB nacional ou mundial), não conseguem superá-la e/ou saírem dela ao longo das suas existências de proletários, ou seja, que começam a trabalhar, às vezes muito cedo, porque são pobres e, mesmo assim, depois de anos de árduo trabalho, morrem antes e/ou se aposentam na mesma e/ou ainda pior condição do que a anterior.Como se sabe, a população mundial é composta de mais de sete bilhões de pessoas, quase já chegando a oito, sendo que, somente entre 10% e 14% dessa mesma população (que compõem o grupo dos chamados países ricos e/ou da elite econômica comercial exportada de produtos com alta tecnologia) é dona de aproximadamente 60% a 65% de toda a riqueza mundial produzida e/ou do PIB mundial. Isto é, tirando-se os 15% ou 20% de miseráveis do planeta, citados acima, somados estes com a porcentagem do grupo dos ricos (de 10% a 14%), pode-se dizer que, entre 65% e 70% de toda a população mundial é composta de pessoas pobres e/ou ditas de classe média baixa, ou seja, formada por pessoas, frise-se, não-ricas, apesar de terem acesso a um determinado tipo de renda, em virtude de suas atividades proletárias (formais e informais) e/ou auxílios e aposentadorias.Conceituando, entre 65% e 70% da população mundial é composta de indivíduos que: 1- Mesmo fazendo parte da dita população ativa; 2- Mesmo produzindo riquezas com as suas forças de trabalho; 3- Mesmo tendo acesso a algum tipo significativo de renda, por meio do recebimento de auxílios e/ou aposentadorias, ainda assim: “Ao longo do tempo, nessas condições de possuidores de alguma renda, salvo raríssimas exceções, continuam pobres e/ou não-ricos.” Vendo o problema por outra ótica, mas dentro da mesma linha de pensamento, pode-se dizer que esses 65% ou 70% de não-ricos do mundo, só conseguem ter acesso a, entre 30% e 35%, juntamente com grupo os ditos miseráveis, de toda a riqueza mundial e/ou do PIB mundial produzidas, sem conseguirem, ao longo dos anos, mesmo depois de décadas nessa condição da chamada “Linha de pobreza, redistribuírem, de formas mais equitativa e/ou justa, essas mesmas riquezas mundialmente produzidas.A nossa grande indagação problematizadora, nesse sentido, está centrada exatamente aí: “Por que é que esses grupos de possuidores de renda (trabalhadores formais, informais e/ou liberais e, também, aposentados, pensionistas, etc. - excetuando-se o grupo dos miseráveis, que não tem renda e/ou sobrevivem com menos de dois dólares por dia, abaixo da linha de pobreza), mesmo depois de anos nessa condição de não-ricos e/ou de pobres, não conseguem, salvo raríssimas exceções, saírem ou superarem a pobreza, deixando-a, muito pelo contrário, como uma espécie de herança maldita secular para os seus?”
| ISBN | 9781497321588 |
| Autor(a) | Da Costa, Cleberson Eduardo |
| Editora | Createspace |
| Ano de edição | 2014 |
| Páginas | 114 |
| Acabamento | Brochura |
| Dimensões | 22,90 X 15,20 |