Teatro Completo (Vol. 1)

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Teatro completo, toda a obra do grande dramaturgo Bertolt Brecht em nova edição.

 
Bertolt Brecht é considerado um dos maiores nomes da dramaturgia do século XX, e sua obra modificou e alargou a percepção da função social do teatro. O autor alemão acreditava que apresentar situações estranhas poderia favorecer o distanciamento do público em relação à realidade, e com isso seria possível transformar o modo como as pessoas se relacionavam com o mundo, ao mesmo tempo que incentivaria o pensamento crítico. Como consequência, a massa social se tornaria mais consciente e politizada. Essa é apenas uma das premissas de seu teatro épico, que, entre outras qualidades, é capaz de revelar algo sobre os indivíduos e a sociedade – o que faz dos seus textos leitura indispensável.
A edição em 12 volumes do Teatro completo de Bertolt brecht nasceu de uma revisão crítica de traduções existentes, feita por tradutores renomados, e tem como objetivo fornecer um texto fidedigno, em língua portuguesa, da produção dramatúrgica do escritor alemão. As peças são organizadas por ordem cronológica e têm como base o texto das renomadas edições da Suhrkamp, prestigiosa editora alemã.
Este primeiro volume reúne os seguintes textos: “Baal” (1918-1919), tradução de Marcio Aurélio e Willi Bolle; “Tambores na noite” (1919), tradução de Fernando Peixoto; “O casamento do pequeno-burguês” (1919), tradução de Luís Antônio Martinez Corrêa, com colaboração de Wilma Rodrigues; “O medigo ou O cachorro morto” (1919), tradução de Fernando Peixoto; “Ele expulsa um diabo” (1919), tradução de Erlon José Paschoal; “Luz nas trevas” (1919), tradução de Geir Campos; e “A pescaria (1919), tradução de Erlon José Paschoal.
 
“Um dos maiores dramaturgos da história do teatro mundial […].” –Portal Globo

“Brecht, acima de tudo, é um grande poeta.” – Zé Celso Martinez Corrêa, diretor, ator e dramaturgo
“Brecht é cada vez mais atemporal. Quanto mais se avança a história, maior a necessidade de se pensar um teatro que aponte para o futuro, e não há como fazer isso sem passar por Bertolt Brecht.” – Amir Haddad, diretor e ator
“Brecht foi um artista que acertou o relógio do teatro com a modernidade.” – José Antonio Pasta, professor da USP e crítico literário"


Bertolt Brecht(1898-1956) é um dos mais célebres dramaturgos do século XX. Nasceu em Augsburgo, Alemanha, e durante a Segunda Guerra Mundial exilou-se nos Estados Unidos e em diversos países da Europa. Em 1947, voltou a seu país de origem após ser acusado de traição pelo macarthismo estadunidense. Abertamente influenciado pelos ideais marxianos, escreveu e teorizou sobre o teatro épico – elaboração mordaz, crítica e iconoclasta que ainda influencia artistas de todas as áreas. Sua obra inclui dezenas de peças, textos teóricos e poemas em que o teor político, dialético e contraditório do ser humano e da sociedade se destacam. No Brasil, suas ideias tiveram especial prestígio. Na década de 1960, influenciaram a criação do Teatro de Arena, de Augosto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, e da Companhia de Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, idealizada por Zé Celso Martines Corrêa. Mais recentemente, foram referência par ao grupo Tá na Rua, de Amir Haddad. Bertolt Brecht faleceu aos 58 anos em Berlim, mas sua obra sobrevive em gestos e ideais.
Sobre os autores(as)

Brecht, Bertolt

Nasceu na Alemanha, região da Baviera, em 1898. Poeta, romancista, dramaturgo e teórico do teatro, é considerado um dos mais importantes escritores do século XX.

Aos 18 anos, Brecht foi para Munique a fim de estudar medicina. A Primeira Guerra Mundial estourou dois anos depois e o jovem estudante foi convocado para servir como enfermeiro em um hospital militar. Nesse cenário de dor, Brecht teve o primeiro contato com a crueldade humana e com as injustiças sociais e escreveu um impactante poema, que o tornaria conhecido: “Balada do soldado morto”. Dedicou-se, a partir de então, a atividades artísticas, principalmente ao teatro, obtendo reconhecimento de público e crítica. Mais que um autor comprometido em registrar a sociedade de seu tempo, Brecht tinha a convicção da importância da literatura e do teatro para propiciar a conscientização política dos leitores e dos espectadores, levando-os, assim, a uma atitude crítica e, portanto, atuante.

Em 1933, com a chegada do nazismo, viu-se obrigado a se exilar, percorrendo, então, diversos países, como Áustria, Suíça, Dinamarca, Finlândia, Suécia, Inglaterra, Rússia e Estados Unidos. Em 1948, regressou à então Alemanha Oriental, onde, com a esposa, a atriz Helene Weigel, fundou o Berliner Ensemble, no qual montou suas próprias peças, aquelas que viriam a revolucionar o conceito de dramaturgia, tornando-o mundialmente conhecido, como Mãe coragem, Os fuzis da senhora Carrar e outras tantas.

Mesmo tendo sido alvo de perseguição nos lugares por que passou, Bertolt Brecht nunca deixou de escrever. Usou seus textos como ferramenta para apresentar ideias humanistas, pacifistas e que refletiam a ideologia de um homem de esquerda de sua época. O povo sempre foi tema predominante em suas obras, fosse na poesia, fosse no teatro. Os pobres, os infelizes, os injustiçados, os condenados a uma vida indigna são personagens constantes – operários, soldados, ladrões, mendigos, crianças, órfãos, viúvas de guerra, mulheres abandonadas. Em seus textos, todos puderam ter voz.

A cruzada das crianças, publicada inicialmente em Histórias de almanaque, no ano de 1948, conta a trágica história das pequenas vítimas da brutalidade da guerra dos adultos. De forma pungente e terna, Brecht consegue traduzir em seus versos, cuidadosamente metrificados, todo o desespero, o desamparo, a solidariedade, a amizade, a perseverança e a esperança que emergiam, constantemente, do coração das crianças durante a peregrinação.

Em 1954, recebeu o Prêmio Lênin da Paz. Morreu em Berlim, no dia 14 de agosto de 1956, conhecido e admirado até mesmo por seus adversários.

Bolle, Willi

Willi Bolle, Professor titular sênior de literatura na Universidade de São Paulo. É autor dos livros Fisiognomia da Metrópole Moderna: Representação da História em Walter Benjamin (Edusp, 1ª ed. 1994, 3ª ed. 2021); grandesertão.br: O Romance de Formação do Brasil (Editora 34, 2004); e Boca do Amazonas: Sociedade e Cultura em Dalcídio Jurandir (Edições Sesc São Paulo, 2020) – uma trilogia que apresenta uma topografia cultural do Brasil: da Metrópole/Megacidade através do Sertão até a Amazônia.
ISBN 9786555480504
Autores Brecht, Bertolt (Autor) ; Aurélio, Marcio (Tradutor) ; Bolle, Willi (Tradutor) ; Peixoto, Fernando (Tradutor) ; Corrêa, Luís Antônio Martinez (Tradutor) ; Rodrigues, Wilma (Tradutor) ; Paschoal, Erlon José (Tradutor) ; Campos, Geir (Tradutor)
Editora Paz E Terra
Idioma Português
Grade curricular Ensino Fundamental II
Faixa etária Adolescentes (11-14)
Edição 4
Ano de edição 2022
Páginas 272
Acabamento Brochura
Dimensões 20,50 X 13,50

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