Violão Canção Diálogos Entre O Violão Solo E A Canção Popular..-

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O músico Chico Saraiva traz a público uma pesquisa sobre a alternância de papéis do violão, ora como instrumento solista, ora como acompanhador do canto. A obra se baseia em sete entrevistas com expoentes da música brasileira: João Bosco, Paulo César Pinheiro e Luiz Tatit, no campo da canção popular; Paulo Bellinati, Sérgio Assad e Marco Pereira, representando o violão solo; Guinga e Elomar como membros das duas tradições. O texto, organizado por temas, trata de processo criativo, intercâmbios entre letra, melodia e harmonia, aspectos da execução, relação entre instrumentos, violão popular e erudito. Ao longo da conversa, Saraiva e os entrevistados tocam canções, que o leitor poderá ouvir no site do autor. 
Sobre os autores(as)

Pinheiro, Paulo César

Compositor e poeta, Paulo César Pinheiro já compôs mais de 2 mil canções e estabeleceu parceria com cerca de 120 músicos, entre os quais Tom Jobim, Baden Powell, Maria Bethânia, Dori e Danilo Caymmi, João Nogueira, Guinga, Francis Hime e muitos outros. De sua parceria com Baden Powell, nasceram as canções “Samba do perdão”, “Quaquaraquaquá” e “Aviso aos navegantes”, que ficaram famosas na voz de Elis Regina. Em 2002, recebeu, juntamente com Dori Caymmi, o Grammy latino de melhor canção brasileira. No ano seguinte, ganhou o prêmio Shell pelo álbum O Lamento do samba.

Tatit, Luiz

Além de compositor, cantor e violonista, Tatit é professor livre- -docente do departamento de Linguística da Universidade de São Paulo (USP), onde desenvolve trabalho sobre a canção popular no Brasil. Foi o fundador do grupo Rumo (1974-1991), representante da vanguarda musical paulista, com o qual gravou seis discos. Entres seus álbuns solo, destacam-se Felicidade (1997) e Sem destino (2010). É autor dos livros A canção: eficácia e encanto (1986); Semiótica da canção: melodia e letra (1994); O cancionista: composição de canções no Brasil (1996); Musicando a semiótica: ensaios (1997); Análise semiótica através das letras (2001); O século da canção (2004); Três canções de Tom Jobim (com Arthur Nestrovski e Lorenzo Mammi, 2004).

Assad, Sérgio

Violonista, compositor, arranjador e guitar professor no SFCM (San Francisco Conservatory of Music), Sérgio Assad integra, juntamente com seu irmão Odair, o Duo Assad, um dos principais duos de violão erudito do mundo, que tem em seu repertório clássicos como Bach, Scarlatti, Rameau e François Couperin. Em 2002, o álbum Sérgio e Odair Assad tocam Piazzolla recebeu o Grammy latino de melhor álbum de tango. Em 2008, uma de suas composições para dois violões, “Tahhiyya Li Ossoulina”, recebeu o Grammy latino de melhor composição contemporânea.

Bellinati, Paulo

Violonista, compositor, arranjador e produtor musical, Paulo Bellinati realiza trabalhos ligados ao violão solo e a canção, na interseção entre a música popular e a de concerto. Integra, desde os anos 1980, o grupo Pau Brasil, uma das mais importantes formações de música instrumental do Brasil, com o qual gravou cinco discos. Como arranjador, já trabalhou com artistas como Leila Pinheiro, Gal Costa, Edu Lobo e Vânia Bastos. Em 1988, foi premiado no Carrefour Mondiale de la Guitare, pela composição da música “Jongo”, gravada por diversos músicos, entre os quais o renomado violonista John Williams. Recebeu o prêmio Sharp de melhor arranjador de MPB com o disco O sorriso do gato de Alice, de Gal Costa (1994).

Bosco, João

Cantor, violonista e compositor, João Bosco recebeu forte influência de gêneros como jazz, bossa nova e tropicalismo, e de cantores como ngela Maria, Cauby Peixoto e Clementina de Jesus. Com Vinicius de Moraes, compôs as músicas “Rosa dos ventos”, “Samba do pouso” e “O mergulhador”. Mas foi com Aldir Blanc que estabeleceu sua parceria mais duradoura, compondo mais de uma centena de músicas, entre as quais, “O bêbado e o equilibrista”, “Bala com bala”, “O mestre-sala dos mares” e “De frente pro crime”. Seu álbum Caça à raposa (1975) é considerado pela crítica um dos melhores discos já lançados no Brasil.

Elomar

Cantor, violonista e compositor, Elomar Figueira Mello tem uma formação cultural e musical fortemente influenciada pelas tradições ibérica e medieval remanescentes no Nordeste brasileiro. Fundindo música popular e erudita, apresenta uma poética muito singular, enraizada na oralidade sertaneja e enriquecida com elementos da cultura europeia, o que torna sua obra bastante complexa. Entre os trabalhos mais representativos de sua proposta estética, estão os álbuns Na quadrada das águas perdidas (1979), Fantasia leiga para um rio seco (1981) e Cartas catingueiras (1983).

Guinga

Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, mais conhecido como Guinga, é compositor, violonista e cantor. Aprendeu a tocar violão clássico com Jodacil Damaceno e começou a compor ainda na adolescência, tornando-se um dos compositores mais reverenciados do país. Suas músicas já foram gravadas por nomes como Elis Regina, Chico Buarque, Clara Nunes, Leila Pinheiro e tantos outros. Como violonista, acompanhou artistas como Beth Carvalho, Cartola, João Nogueira e Alaíde Costa. Entre seus trabalhos, destaca-se o álbum Cheio de dedos (1996), vencedor do prêmio Sharp de melhor disco instrumental, melhor música (com “Dá o pé, Loro”) e melhor produção.

Lobo, Edu

Eduardo de Góes Lobo (Rio de Janeiro, RJ, 1943). Compositor, instrumentista, arranjador, cantor. É criado no Rio de Janeiro e no Recife, onde sempre passa as férias escolares na casa dos tios. Filho do compositor Fernando Lobo (1915-1996), é pai do também compositor e cantor Bena Lobo (1972). Estuda inicialmente acordeom e depois se interessa pelo violão. Apresenta-se em boates em 1961, tendo como parceiros Dori Caymmi e Marcos Valle. Conhece, em 1962, o poeta Vinicius de Moraes (1913-1980) e juntos compõem o samba Só me Fez Bem. Cursa até o 3º ano de direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ), quando resolve se dedicar exclusivamente à música. Elabora canções de crítica social, aproximando-se de Sérgio Ricardo, João do Valle, Carlos Lyra e Ruy Guerra. Em 1963, escreve trilhas musicais para peças de teatro, como Os Azeredo Mais os Benevides, de Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974), proibida pela censura. A música mais famosa da peça, Chegança, é gravada por Elis Regina (1945-1982). Outra música de sucesso, Borandá, que compõe o musical Opinião, é cantada por Nara Leão e posteriormente por Maria Bethânia. Já a música Zambi (com Vinicius de Moraes) serve de inspiração para Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006) escrever Arena Conta Zumbi, que estreia no Teatro Arena em 1965, com trilha sonora de matizes bossa-novistas. Upa Neguinho, canção que faz parte da peça, alcança sucesso nacional na voz de Elis Regina. Edu Lobo participa de festivais e vence, em 1965, com letra de Vinicius de Moraes, o 1º Festival Nacional de Música Popular Brasileira, na TV Excelsior, com Arrastão, interpretada por Elis Regina, que traz uma inovação ao se apresentar com coreografia criada por Lennie Dale (1934-1994). Concorre em outros festivais e, em 1967, vence o 3º Festival da Música Popular Brasileira, na Record, com Ponteio, em parceria com José Carlos Capinan (1941). Edu Lobo, a cantora Marília Medalha (1944) e os grupos vocais Momentoquatro e Quarteto Novo interpretam a canção. E também compõe a trilha sonora da peça Marta Saré, de Guarnieri, tendo como ator principal Fernando Monteiro. Casa-se em 1969 com a cantora Wanda Sá (1944) e mora em Los Angeles, Estados Unidos, durante dois anos. É nesse momento que estuda música de forma organizada com o norte-americano Albert Harris (1916-2005). Volta ao Brasil em 1971 e troca o palco e a linha de frente dos festivais por um trabalho de bastidor, principalmente fazendo trilhas, orquestrações e arranjos para cinema, balé, teatro e televisão. Entre 1974 e 1975, é responsável pela trilha musical de 12 programas da série Casos Especiais, da Rede Globo. Escreve para o balé Jogos de Dança, do Teatro Guaíra, de Curitiba, em 1980. Em 1982, compõe O Grande Circo Místico, com Chico Buarque (1944). Elabora as trilhas dos filmes O Cavalinho Azul, de Eduardo Escorel, e Imagens do Inconsciente, de Leon Hirszman, ambos de 1984; A Guerra dos Canudos, de Sérgio Rezende, em 1997; O Xangô de Baker Street, de Miguel Faria Jr., em 1999. Novamente com Chico Buarque, em 2001, compõe músicas para o espetáculo Cambaio, de Adriana Falcão (1960), dirigido por João Falcão (1958). Lança o DVD Vento Bravo, em 2007, um documentário sobre sua trajetória artística e o registro do show realizado no espaço Mistura Fina, no Rio de Janeiro, em 2005. Lança o CD Tantas Marés, em 2010.

Pereira, Marco

Violonista, compositor, arranjador e professor adjunto do Departamento de Composição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marco Pereira já gravou com importantes nomes da música brasileira, entre os quais Tom Jobim, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Milton Nascimento e Leila Pinheiro. Na Espanha, foi premiado em dois importantes concursos: Andrés Segovia e Francisco Tárrega. E, no Brasil, recebeu o prêmio Sharp de melhor arranjador de MPB pelo disco Gal, da cantora Gal Costa (1993), e melhor solista/melhor disco instrumental do ano por Bons encontros, em duo com o pianista Cristóvão Bastos (1994).

Saraiva, Chico

"Chico Saraiva nasceu no Rio de Janeiro em 1973, foi criado em Santa Catarina e vive em São Paulo desde 1995. Estreou em 1999, no álbum instrumental Água (MCD), gravado com Eduardo Ribeiro e José Nigro, no qual apresenta suas primeiras composições. Em 2003, foi vencedor do 6o Premio Visa de MPB (edição compositores), gravando as canções concorrentes no CD Trégua (Biscoito Fino) como parte da premiação. Em 2007, lançou seu terceiro disco, intitulado Saraivada (Biscoito Fino), com uma leitura autoral da música das culturas tradicionais brasileiras, interpretando o universo que pesquisa desde 1998 como integrante do grupo A Barca. Sobre palavras (Borandá), seu quarto álbum autoral, veio a público em 2009, numa parceria com Verônica Ferriani e Mauro Aguiar. Em 2012, lançou Tejo-Tietê (Delira), ao lado de Susana Travassos; em 2016, o Duo Saraiva-Murray (formado com Daniel Murray) apresentou o álbum instrumental Galope (Borandá) – os dois últimos discos foram produzidos por Paulo Bellinati. Assim, ao longo dos anos, Chico Saraiva vem desenvolvendo seu trabalho no lapidar contínuo de sua música, que se alimenta do trânsito de elementos entre o violão e a canção.

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